sábado, 21 de junho de 2008

New York Ska Jazz-Esemble



EP promocional ,autorizado, para divulgar a turnê do New York Ska-Jazz Ensemble pelo Brasil.
Uma ótima oportunidade para quem não conhece o grupo e quer prestigiar uma fantástica apresentação de Ska Jazz.

01 Jive Samba
02 John & James
03 Tilt-A-Whirl
04 Don Tojo

DOWNLOAD


FONTE: Y&M

quarta-feira, 21 de maio de 2008


Dae...Tudo DuBom iniciamos noos post, com esse trampo do BDS, cumpade que forneceu o trabalho em dub(stepper), mais voltado ao experimentalismo eletronico.
Tbm é possivel contata-lo em BDS









Brazilian Dub System - Janeiro EP (23/04/08)
MP3 | 320 Kbps | CBR | 44.100

Tracklist:
1 - Intro
2 - Cerilanka
3 - Longa Conquista
4 - Levada Bass
5 - Freedom
6 - Janeiro

Size: 43,9 MB

Brazilian Dub System

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

SINTETIZADORES DE PENSAMENTO

Filosofia do dub..du DUB

"Sintetizadores de pensamentos", os jamaicanos King Tubby e Lee "Scratch" Perry inciciaram nos anos 60 uma revolução conceitual e tecnológica que mudou o panorama da música ocidental e abriu novas possibilidades para a cultura do Terceiro Mundo.

A bibliografia dos mais militantes textos antiimperialistas é uma aula de imperialismo. Os autores básicos são sempre os mesmos: Karl Marx, Theodor Adorno, Eric Hobsbawm, Stuart Hall e por aí afora, ou melhor, cada vez mais para dentro de um certo "cânone" ocidental, aquele que inventou a crítica do Ocidente. Quando aparece um nome "fora-do-eixo", é fácil perceber as razões que motivaram sua escolha: ou leciona numa poderosa universidade européia/norte-americana ou teve algum dos seus livros publicado por essas universidades. Mesmo a recente onda dos estudos "pós-coloniais", com tantos nomes aparentemente indianos ou africanos fazendo sucesso, foi produzida no âmbito das editoras, revistas acadêmicas e seminários dessas universidades.
O resto do mundo, como nos chama a revista "Colors" (da Benetton), segue com submissão efusiva (Sartre voltou à moda!) o "hit parade" intelectual que povoa as páginas do "New York Review of Books", do "Times Literary Supplement" ou dos "Actes de la Recherche".
Poucas vezes, a não ser em estudos muito especializados -e só lidos obviamente por especialistas-, temos notícias sobre a produção editorial (aqui incluo também a literatura) de países como a Indonésia, o Japão, a África do Sul ou a vizinha Colômbia. Geralmente esperamos que gente como Nestor Garcia Canclini, Kenzaburo Oe ou Mia Couto faça sucesso em Londres, em Paris, na reunião da Modern Language Association ou ganhe um Prêmio Nobel para que possamos publicá-los, lê-los ou mesmo ouvir seus nomes no Brasil.

O Primeiro Mundo filtra as informações provenientes do "resto do mundo" que devem chegar até nós, mesmo ao ambiente antipop de nossa vida acadêmica. São raros os intelectuais brasileiros que mantêm canais de comunicação frequentes com a produção universitária de países "periféricos", sem a mediação de Harvard/Yale/Princeton ou de seus representantes.
Pena: não temos nem idéia do que estamos perdendo (imagine o que perderíamos se tudo o que pudéssemos ler sobre o Brasil fosse o que foi publicado em inglês ou francês). Estamos deixando de estabelecer contato com muitas novas idéias que poderiam ser importantes, justamente por estarem baseadas em perspectivas saudavelmente distanciadas dos padrões do Toefl ou CNRS (gostei de juntar os dois níveis bem diferentes!) [1], para dar novos rumos a debates que se tornaram insuportáveis com a reciclagem de duas ou três velhas teorias eurobeligerantes. Por outro lado, deixamos também de ser lidos por gente que pode nos fazer críticas não-viciadas pelas últimas obsessões do filósofo francês ou sociólogo alemão em voga.
Por
exemplo: qual foi o último livro de um autor jamaicano publicado no Brasil? Houve um primeiro? Acho que não. E quem decidiu, por todos nós, leitores brasileiros, que tudo que é escrito na Jamaica ou por jamaicanos não nos interessa?

Tive o prazer de ter "O Mistério do Samba" [ed.Jorge Zahar] publicado na Jamaica -e também em Barbados e Trinidad e Tobago- pela University of West Indies Press. A editora jamaicana me convidou (junto com a embaixada brasileira em Kingston) para promover o lançamento com palestras e noites de autógrafos. Aceitei o convite sem pestanejar. Afinal, totalmente ignorante com relação à produção universitária caribenha (descontando alguns livros cubanos comprados nos anos 70), foi com surpresa radical e enorme alegria que recebi a notícia do interesse jamaicano em publicar o meu livro. Tenho uma razão muito pop para ter ficado tão alegre. Jamaica, para mim, sempre foi país amado e respeitado por, antes de ser a terra do reggae ou de Bob Marley, ser a terra do dub. Muita gente pode não ter noção do que estou falando. O dub foi a maneira que os produtores musicais e os engenheiros de som jamaicanos inventaram, desde meados dos anos 60, para fazer música e pensar a música. As canções deixaram de ser encaradas de maneira linear. Os sons passaram a ser montados não-linearmente, antecipando a maneira de editar textos/ barulhos/imagens (o cortar-e-colar ou "cut-and-paste") que se tornou dominante a partir da personalização dos computadores.

Tubby e Wittgenstein

As técnicas do dub, desenvolvidas por gênios -para mim tão geniais quanto Ludwig Wittgenstein ou Roman Jackobson, mas não quero impor meus critérios de julgamento para ninguém- como King Tubby ou Lee "Scratch" Perry, estão hoje na base da totalidade da produção musical de todo o mundo. Sem dub não haveria hip hop, tecno, drum'n'bass ou mesmo o mais recente sucesso de Britney Spears ou Zeca Pagodinho. No encarte do primeiro disco -lançado em 1999- da gravadora de Bally Sagoo, um dos principais produtores/compositores do pop indiano (tendo iniciado a onda de remixes das trilhas sonoras de Bollywood), o dub está definido da seguinte maneira: "Estilo de música com a combinação da contínua pancada da bateria com linhas pesadas de baixo, acompanhadas por uma colagem de efeitos sonoros de eco maluco em que os vocais estão esparsa, mas inventivamente, ecoando ao fundo...". Uma definição certamente engraçada, mas enganosa. O dub não é um estilo musical: é mais um procedimento filosófico. O dub não é uma forma, mas sim um "modo de agenciamento de formas". Roubo essas palavras de Jean Laude, um dos principais pensadores da relação entre o modernismo e a África. Segundo Laude, o que interessava a Picasso na "arte negra" não era o exotismo ou o primitivismo, mas sim a maneira mais-que-moderna que as máscaras e as estatuetas africanas propunham para se pensar o mundo visual, onde a combinação, as redes de sentido e a "montagem" têm mais importância que a organização via linearidade da lei da perspectiva. O que os jamaicanos nos ensinaram com o dub era semelhante: uma outra maneira de se relacionar com os sons, como se fossem elementos arquitetônicos que podem ser combinados de muitas formas diferentes, não privilegiando nenhuma dessas formas como a original. E fizeram tudo isso por meio de uma revolução tecnológica tremenda e praticamente sem recursos tecnológicos.

Brian Eno

O primeiro grupo de rock a aprender e utilizar o conteúdo mais importante da lição jamaicana foi o Roxy Music. Brian Eno, tecladista desse grupo, já usava sintetizador e era fã de La Monte Young e John Cage -por isso conseguiu entender imediatamente a importância do dub. Os produtores musicais jamaicanos não tinham sintetizadores nem, acredito, informações sobre as pesquisas de ponta na música contemporânea. Mesmo assim podiam e podem ser descritos como filósofos. Na definição de Deleuze e Guattari, um filósofo é um "sintetizador de pensamentos", um artesão de conceitos.

Os estúdios de gravação de Kingston eram precários (e continuam não tendo condições de competir com os estúdios do Primeiro Mundo). Lição: não precisamos ter os últimos "upgrades" ou as máquinas mais poderosas para ter as idéias -ou inventar os procedimentos- que vão determinar os futuros desenvolvimentos das máquinas que -por sermos pobres- não podemos ter ou construir.

Os jamaicanos ainda se maravilham com o sucesso mundial do reggae, como se até não fossem totalmente dignos de sua invenção.


-------------------------------------------------------Tanto o dub quanto o reggae são produtos de uma corrente de energia alternativa que sempre resistiu a ser submissa intelectualmente, com a desculpa de ser pobre, em relação ao resto do mundo
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Como um país tão pequeno, tão pobre, tão periférico foi capaz de tal façanha? Ainda bem que tamanho e riqueza não são documentos. Tanto o dub quanto o reggae são produtos de uma corrente de energia alternativa que sempre resistiu a ser submissa intelectualmente, com a desculpa de ser pobre, em relação ao resto do mundo. A Jamaica poderia pensar/executar o que o resto do mundo nunca pensou/executou, o que o resto do mundo seria obrigado a copiar. E foi o que fez. Nenhum outro país do Terceiro Mundo tem presença tão marcante e influente no cenário da nova cultura popular globalizada. Porém, repito, mais que uma revolução musical ou tecnológica, o dub significava uma revolução conceitual, tão importante para a música pop como foram o aparecimento da música concreta para o campo "erudito" ou o choque da edição "acossada" de Godard, ou -antes dele- de Vertov, para o campo cinematográfico. Uma invenção como o dub não surge totalmente do nada, sem conexão com outros focos vizinhos de "novo pensamento". A "energia" (a "vibration", como dizem os cantores de reggae) que alimentou a criação do dub deveria estar presente em outros ambientes da vida intelectual jamaicana. E estava. E está.

Skank, Paralamas, Gilberto Gil

Onde está? Não sabia, apenas intuía. Não sabia nada sobre a Jamaica, além da música. O Brasil também não sabe. Apesar da importância cada vez maior que o reggae tem entre nós. Exemplos? Ligue o rádio. Ouça Skank, Natiruts, Paralamas, Cidade Negra, Gilberto Gil. Vá a São Luís, no Maranhão, dançar juntinhos em qualquer festa de radiola. Pense na maneira como os blocos afros de Salvador transformaram o reggae em samba-reggae, base de toda a axé music. Que outro estilo musical internacional tem tanta penetração no nosso gosto popular?

Mas, nesse gosto popular, a Jamaica é imaginada apenas como um território mítico, uma ilha tropical, terra de Bob Marley, das tranças rastas e da maconha. Mito é bom. Mas cair na realidade, de vez em quando, pode ser melhor. Foi o que fiz, indo parar logo numa universidade jamaicana, que nenhum turista visita (aliás turista que vai para a Jamaica só fica em resorts praianos totalmente separados da realidade do povo da ilha), mas é lugar extremamente revelador sobre o que acontece de realmente importante no país.
A primeira revelação -bastante óbvia e que não deveria causar nenhum estranhamento- que um brasileiro tem ao entrar numa universidade jamaicana é ver que ali só há negros, do reitor ao servente, passando por praticamente todos os alunos. Imediatamente ficamos tomados pela vergonha de ter tão poucos negros nos nossos cursos superiores. Passei horas sem ver um único outro "branco" nas imediações. Fiquei alegre por ser tão minoria.

Minha primeira atividade no campus não poderia ser mais adequada para uma imersão profunda -com jeito de tratamento de choque- na sociedade local. Era uma palestra do Tony Rebel, estrela politizada do ragga, o estilo mais popular do reggae atualmente. Sem muita preparação, caí dentro de um debate em que todos os ânimos estavam exaltados. Era para mim impossível acompanhar o que estava acontecendo, pois ninguém no recinto falava, literalmente, o mesmo dialeto. Havia um professor com sotaque de Oxford.


-------------------------------------------------------Voltei da Jamaica com uma idéia fixa: a da necessidade de haver no Brasil seminários pop-acadêmicos em que nos fossem apresentadas a cada vez as complexidades surpreendentes de pensamentos produzidos em partes diferentes do mundo, partes tão distantes do "centro do mundo" quanto o nosso país
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Tony Rebel falava o inglês esperto das ruas de Kingston. Um estudante vociferava em crioulo, e, outro, na linguagem especial dos rastafáris. Ninguém trocava de "estilo linguístico" ao falar com os outros. Mas todo mundo se entendia perfeitamente. Todo mundo ali era barulhentamente poliglota, menos eu.
A palestra tinha sido organizada pela Reggae Studies Unit, um centro de estudos da cultura popular jamaicana, responsável entre outras coisas pela Bob Marley Lecture, importante palestra anual que já contou com a participação de Omar Davis, na época ministro da Fazenda, dissertando sobre a contribuição de Peter Tosh para a identidade nacional. Fundadora da Reggae Studies Unit, Carolyn Cooper atuou como uma espécie de cicerone no meu tour pela academia jamaicana.

Não poderia haver guia melhor. Carolyn é autora de um livro brilhante, chamado "Noises in the Blood" (o subtítulo é "Oralidade, Gênero e o Corpo "Vulgar" na Cultura Popular Jamaicana"), que deverá ser lançado no Brasil. Há vários capítulos que são de leitura obrigatória para quem debate o pop contemporâneo de qualquer lugar do mundo: um que faz a análise literária das letras de Bob Marley; outro que leva o "dancehall" (outros intelectuais jamaicanos desprezam essa nova forma de reggae, do mesmo modo como o funk carioca é desprezado entre brasileiros) a sério e ainda outro que disseca o filme "Harder They Come".

Todos esses assuntos convivem dentro de uma trama conceitual caribenha ou negro-atlântica, em que aparecem lado a lado pensamentos de Edouard Glissant, Derek Walcott, Zora Neale Hurston, George Lamming, Paul Gilroy, Mutabaruka, Shabba Ranks e da magnífica Louise Bennett, pioneira no uso do crioulo jamaicano como língua literária, autora -nos anos 50- do poema "Colonização em Reverso", que profetizava ironicamente a importância que os imigrantes jamaicanos iriam ter na cultura da Inglaterra de hoje.
Entre exemplos tipicamente locais, nos quais quase sempre nos reconhecemos, descobrimos também atalhos para novas maneiras de perceber nossas velhas obsessões nacionais, como a questão da mistura de culturas e raças.

Voltei da Jamaica com uma idéia fixa: a da necessidade de haver no Brasil seminários pop-acadêmicos, pelo menos anuais, em que nos fossem apresentadas a cada vez as complexidades surpreendentes de pensamentos produzidos em partes diferentes do mundo, partes tão distantes do "centro do mundo" quanto o nosso país. Espaços de reflexão onde nós pudéssemos conviver com as idéias de gente como Carolyn Cooper ou Epeli Hau'ofa (de Tonga) ou Renato Constantino (das Filipinas -isso só para ficar em ilhas) ou mais gente que infelizmente não conheço, gente que nos faça pensar coisas diferentes, diferentemente, bem longe do lugar-comum do nosso velho conhecido euro-norte-americano.

Fica aqui meu apelo: por canais diretos de comunicação intelectual com o mundo! Com o mundo inteiro!


-------------------------------------------------------Nota da Redação 1. O Toefl é um exame que testa o nível de inglês, exigido de estrangeiros que queiram ingressar em universidades norte-americanas. O CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica), sediado em Paris, é um dos principais centros de fomento à pesquisa na França.


-------------------------------------------------------Hermano Vianna é antropólogo, autor de "O Mundo Funk Carioca" e "O Mistério do Samba" (ed. Jorge Zahar).

Menção – Centro de Mídia Independente

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/11/267765.shtml - Acesso em 12/02/08-13h

Ver tbm. – rraurl.com - http://rraurl.uol.com.br/cena/4945/40_anos_ecoando_no_Universo

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

CADÊ o CACHÊ ?? - Campanha nacional



Santa Catarina, Amazonas, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Piauí, Distrito Federal, Pará, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro são os estados que atualmente fazem parte da Campanha.

Essa é uma Campanha Nacional direcionada a todas e todos os artistas que entendem a importância de exigir respeito e valorização pelo seu trabalho. A Campanha foi iniciada em 2006 pela banda de rap baiana Simples Rap'ortagem e direcionada aos ativistas do hip-hop, mas logo artistas de diferentes áreas [teatro, poesia, dança, música] se identificaram e buscaram fazer parte desse movimento.

Hj a Campanha se articula e ganha autonomia através de diferentes grupos e indivíduos cada qual se mobilizando e desenvolvendo estratégias locais de divulgação. Chega de confundirem nossa militância com nosso trabalho profissional.

NO YOUTUBE A CAMPANHA EM SALVADOR-BA http://br.youtube.com/watch?v=gWeLAC_TcEY

1° coisa a fazer: ler e seguir o MANIFESFESTO.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=38058980

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Dub Echoes...o longa brasileiro dedicado à evolução sonora da Jamaica




Lançamento, em novembro de 2007, do filme-doc...em três anos de produção,no Festival Internacional de Documentário da Dinamarca CPH:DOX e realizado por Bruno Natal e Chico Dub Pinheiro.

Trailer do filme : DubEchoes

Ainda segundo Bruno Natal, no site do SubMusica: Bruno na matéria do Avoid explica: ‘Como se trata de um filme totalmente falado em inglês e sendo o dub um estilo muito mais conhecido na Europa e EUA do que no Brasil, o caminho natural é buscar parceiros no exterior primeiro. Existem alguns interessados, tanto lá quanto cá, mas nada concreto ainda’.....
................Explica-se o filme ainda não tem data para lançamento no Brasil e America Latina, todavia, isso é o melhor, estará em breve disponível para baixar gratuitamente; isso é, caso haja patrocinio, eu já rezo para isso como se pedir, pago com gosto, para trazermos DubEchoes...para todos.

Dub Echoes foi produzido por Bruno Natal, Chico Dub, Felipe Continentino, Antônio Pedro Rezende, Mateus Araújo, Adriano D’Aguiar e Juarez Escosteguy.

O documentário - Dub Echoes- que tem participações de vários nomes importantes da evolução do Reggae-Dub- como também de pessoas que aproveitaram e fizeram seus sons usando essa diversidade sonora criada na Jamaica....assim como nós doutras terras...

Menção e resenha na página virtual - Submusica

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

REGGAE FILM FESTIVAL- JAMAICA


Durante a semana passada, o ministro jamaicano da informação e da cultura, anunciou a realização do primeiro festival cinematográfico dedicado às películas do reggae. No decorrer deste festival, serão também apresentados documentários, curtas-metragens, videoclipes e outros vídeos relacionados com este estilo musical. Este festival decorrerá entre os dias 20 e 22 do próximo mês de Fevereiro, na Jamaica. 2008.

fonte: http://www.portaldoreggae.com.Acesso em 08/01/2008.

Páginda do Evento:
http://www.reggaefilms.co.uk/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Outra Quinta...melhor dia da Cultura no PR- em Londrina...dub aDUBA...Clássicos Instrumentais Jamaicanos

Olá....
recomendadíssimo..em Londres.....cidade vizinha, mais perto do que parece...

"novo" som que a rapaziada InaDUBstyle....do aDUBa...buscas nas raízes jamaicanas.
Vale conferir....parada DUBobrigatória.

20/12/2007

Quinta Dub com aDUBa (Londrina)

Projeto "Quinta Dub" apresenta:

=ADUBA=

Formado por músicos londrinenses, o grupo tem como principal foco de seu repertório os grandes nomes da música reggae instrumental jamaicana. Entre eles estão: Ernest Ranglin, Rico Rodriguez, Jackie Mittoo.

=ADUBA=

Caroço (bateria)
Tiago Menezes (contra-baixo)
Flávio Nunes (guitarra)
Mizão (guitarra)
Henrique Hayashi (trombone)
Júlio Erthal (saxofone)

Discotecagem Dubwise a noite toda inteira!!!!!!

LOCAL: Estação Café Brasil
Dia: 20/12 (Quinta-feira)
Entrada: R$ 3,00
Horário: 21h

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

CINEFILIA MGÀ + DUBSSESSIONS+ FREE

em Cartaz 13/12/07- O Cheiro do Ralo


Cheiro do Ralo, O (O Cheiro do Ralo, 2007)

Gênero: Comédia
Duração: 112 min
Origem: Brasil
Estréia - Brasil: 23 de Março de 2007
Estúdio: Filmes da Estação
Direção: Heitor Dhalia
Roteiro: Heitor Dhalia, Marçal Aquino
Produção: Heitor Dhalia, Joana Mariani, Marcelo Doria, Matias Mariani, Rodrigo Teixeira

Sinopse:

Ambientado em São Paulo, "O Cheiro do Ralo" narra a história de Lourenço (Selton Mello), dono de uma loja que compra objetos usados de pessoas que passam por dificuldades financeiras. Dada a natureza de seu negócio - a aquisição sempre pelo menor preço possível -, Lourenço acaba por desenvolver um jogo perverso com seus clientes. Aos poucos, esse personagem substitui, em seu relacionamento com os clientes, a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los em um momento de aflição financeira. Perturbado pelo simbólico e fedorento cheiro do ralo que existe na loja, Lourenço é colocado em confronto com o universo e os personagens que julgava controlar. Isso o obriga a uma reavaliação de sua visão de mundo e o conduz, de forma inexorável, para um trágico desfecho. De certo modo, sua coleção de tipos se rebela e se volta contra ele. Orçado originalmente em R$ 2,5 milhões, o filme foi realizado com apenas R$ 315 mil, reunidos entre sócios privados e pelos produtores executivos. O longa participou do Festival do Rio 2006 - melhor ator (Selton Mello, dividindo o prêmio com Sidney Santiago), prêmio especial do júri e da FIPRESCI (oferecido pela imprensa internacional) - da 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - Prêmio de Melhor Filme (Júri Oficial e Crítica) e Menção Honrosa do Júri Oficial para todo o elenco -, do 2007 Sundance Filme Festival (onde foi elogiado pela crítica americana), do 4º Festival de Cinema de Campo Grande (Melhor Filme Nacional) e do 10º Festival de Cinema de Punta Del Leste ( Melhor Ator – Selton Mello).


or foi "Nina" (2004).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Em Cartaz..06/12..21h. BOTINADA +++ DUBSESSIONS


UMA BOTINADA E TANTO PELO PUNK BRASILEIRO!

















































































Ele foi um dos vjs mais bacanas da MTV, na época em que o vj(vídeo jokey) precisava saber sobre música e, não, desfilar nas passarelas ou dar conselhos sobre sexo para os telespectadores da emissora. Depois, comandou um programa de música e cultura pop, na TV Cultura de São Paulo – o Musikaos. E agora, além de comandar o Gasômetro, um ótimo programa de sons alternativos, na Atlântida FM, em Florianópolis, acaba de finalizar o documentário definitivo sobre a história do movimento punk no Brasil. Todo esse currículo pertence a Gastão Moreira.

Reunindo 200 horas de material em vídeo, 77 entrevistas, 2000 imagens escaneadas, ao longo de quatro anos destinados à edição e finalização, ele deu um belo ponta pé, na verdade uma Botinada(é esse o título do documentário), para que todos possam relembrar ou conhecer mais a fundo como todo o barulho do punk rock tomou conta do país do carnaval. A tarefa já começou, literalmente, punk no processo de busca das principais fontes, segundo Gastão.

Sem “desistir do coturno”, no entanto, o diretor e produtor seguiu firme nesse registro sobre os quase 30 anos do gênero, no Brasil. E descobriu que uma dos primeiros representantes dessa facção surgiu em Belo Horizonte – a Banda do Lixo. Mesmo longe da bomba relógio que se formava em São Paulo pronta pra detonar o movimento punk e espalhar seus fragmentos cortantes por várias outras regiões, a formação mineira deixou seus dejetos no caminho.

Após a sujeira provocada pelos mineiros, que arremessavam lixo sobre o público, em seus shows, vieram as primeiras “botinadas” da paulicéia revoltada. E com seus shows na periferia, a rixa entre os punks da capital e do ABC, os programas de rádio, como o de Kid Vinil, todas as bandas que saíam dos porões e garagens, e as gravações dos primeiros discos do estilo, entre eles, a coletânea Grito Suburbano, São Paulo acabou por concentrar toda a anarquia da gênese punk brasileira.

No longo trabalho de pesquisa ele conseguiu capturar ainda imagens raríssimas e detalhes essenciais desta história, como as que mostram as primeiras apresentações dos Condutores de Cadáver, Restos de Nada e de evento antológicos, como o Festival Começo Do Fim Do Mundo, que merece um capítulo inteiro dedicado a ele. Botinada resgata berros nervosos “contra o sistema”, justamente, num momento em que “o sistema” parece estar mais podre do que nunca.



Entrevista com GASTÃO MOREIRA, diretor e produtor, do dvd e cd BOTINADA:

1) Qual foi o maior desafio, a parte mais punk de toda a produção do vídeo documentário? Reunir todo o material já produzido em vídeo sobre o assunto, produzir o novo material ou realizar as entrevistas?

G.M.>> Localizar os punks foi como participar de uma gincana repleta de pistas falsas. E recolher fotos e jornais também fez jus a uma boa novela mexicana. Estava tudo espalhado por aí.

2) Você me pediu uma força pra conseguir algum atalho que o levasse até a Banda do Lixo, que teria sido uma das primeiras do punk rock brasileiro, correto? Existe alguma ligação da Banda do Lixo, com as de São Paulo e outras regiões brasileiras. Ou foi mais um caso de “ovelha desgarrada”?

G.M.>> Acho que a banda do lixo foi uma ‘ovelha desgarrada’, mas repercutiu muito no meio punk de SP. Pena que eles nunca gravaram nada!

3) Por que você deixou, por exemplo, o capítulo sobre o punk brasiliense para os extras? É por julgar que ele foi menor ou menos importante que o todo o movimento formado em São Paulo? Passou um pouco por esse tipo de julgamento ou não?

G.M.>> Chegamos à conclusão que foi o movimento punk de SP que causou o estardalhaço. No exterior nunca chegou nada do Aborto Elétrico, mas sim Olho Seco, Inocentes. Para o resto do mundo foi o punk paulista que existiu. Brasília repercutiu depois, para o pop rock brasileiro.

4) O que mais o surpreendeu, durante todo o processo de produção(algum relato, em especial, ter conseguido alguma cena rara ou captar algo que nem sonhava conseguir)?

G.M.>> Achar aquele cólera na tv tupi, nunca exibido. Me senti o Indiana Jones.

5) Você acredita que foi mesmo a mídia (principalmente, tomando como base a série de depoimentos presente no .doc sobre aquela matéria do Fantástico), que acabou com o movimento punk, no Brasil? Afinal, o País continua produzindo todo o tipo de injustiça, desigualdade e tudo que sempre serviu como matéria-prima e fonte de inspiração para o punk rock, certo?

G.M.>> O movimento punk se retraiu , nunca acabou. E sem dúvida a mídia foi alarmista em relação aos punks e causou uma rejeição em todos setores da sociedade.


6) O que sobrou da primeira geração do punk rock brasileiro? Apenas a parte mais estética(suja, agressiva, com letras de protesto) do som ou nem isso?

G.M.>> Sobrou o mercado independente, as bandas de garagem, a insatisfação, a insubordinação e, principalmente, o ‘faça você mesmo’.

7) Você acha que a nova geração do punk rock brasileira(Blind Pigs, Forgotten Boys, Carbona, Zumbis do Espaço) já renderiam um novo documentário?

G.M.>> Acho que sim, mas eu vou partir para o heavy metal brasuca.

8) Existe algo mais punk do que ter que sobreviver no Brasil, apenas com um salário mínimo ou, em alguns casos, sem nem um salário no bolso?

G.M.>> Por isso Chico Buarque considerou o Brasil como vanguarda do punk. Miséria gera revolta e revolta é a especialidade dos punks!

9) Daria uma Botinada certeira, em alguém do Congresso, se tivesse essa chance?

G.M.>> Adoraria dar uma tortada em toda máfia congressista. Eles desperdiçam o Condão que tem nas mãos de trazer benefícios para população.



























DUBSESSIONS + CINEFILIA TRIBO´S BAR..TD QUINTA..21H FREE